sábado, 14 de junho de 2008

Prainhas

Para quem não sabe, os suecos vivem em função do sol. O Inverno é para eles uma estação de alta propensão a esgotamentos e depressões. Têm um medo da noite/ausência de luz solar que se pelam. Vai daí, quando o sol começa a permanecer mais tempo, após a Primavera, é vê-los todos contentes. Ao ponto de chamarem ao 21 de Junho o "meio do Verão" e não o início, já que a partir deste dia o período de exposição solar vai começando a diminuir.

Às custas disto, fiz este ano algo que nunca me recordo ter feito antes - ir à praia, e tomar banho (no mar Báltico por sinal - brrrrrr), em pleno mês de Maio!


Kivik foi a primeira a ser visitada, na costa leste da Suécia, e depois seguiu-se Ystad, no sul. Kivik é uma aldeiazinha acolhedora, e apesar de o areal da praia não ser extenso, é bastante agradável lá passar um diazinho com amigos por perto. A água é que já é outra história... tão fria tão fria tão fria, que parece que alguém nos está a cortar os pés! Umas risotas e uns pulinhos, e 5 minutos mais tarde já se está na toalha a tentar aquecer ao sol.

Apesar de ser mais importante que Kivik, a praia de Ystad deixa muito a desejar. Diguemos que se trata de uma praia de calhaus com alguns grãos de areia por lá espalhados. Que saudades tive de Monte Gordo assim que lá cheguei... Daqui parte um barco para a cidade Polaca de Swinoujscie, onde curiosamente fui na minha última visita à Polónia.


A praia de Swinoujscie já se parece mais com as nossas Algarvias. Os turistas alemães são mais que muitos, pois daqui à Alemanha é literalmente um pulinho. Gaivotas e afins abundam por estas bandas, assim como cisnes em pleno mar. Seria de estranhar ver tal imagem em Portugal, mas como o Mar Báltico é relativamente de água doce (apenas cerca de 1% de sal) estes grandes passarocos andam por aqui em busca de migalhinhas, que é como quem diz, côdeas de pão!



Espero que o tempo esteja óptimo no final de Julho, e que o "meu" Monte Gordo esteja pronto a me receber para umas merecidas férias... Até mais!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Öresundståg 2

Dia 2... Mais uma voltinha... Mais uma viagem!


Desta feita até à capital Dinamarquesa - Copenhaga! Fez-me, em certos aspectos, recordar os óptimos momentos que passei em Praga. Uma cidade rodeada de água, com canais a intrometerem-se nas ruas... barcos que passam para cá e para lá... tem outra beleza.


Por entre a típica arquitectura que caracteriza os países nórdicos, existem também espalhadas novas e originais peças de arte. Quem diria que uma lata de refrigerante amolgada daria uma boa forma de embelezar uma praceta?


Ao que consta, o monumento mais famoso de Copenhaga é uma sereia colocada à beira de água sobre umas rochas. Bem... antes de mais julgo que uma sereia com duas pernas é coisa que não temos na mente quando nos vem o nome de sereia à memória. E depois, francamente, não vi nada de especial naquilo.

O que vale é que a viagem até lá (longa, por sinal) permite-nos vislumbrar grande parte da beleza da cidade, e encontrar jardins proibidos por entre as matas e riachos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Öresundståg 1

Aproveitando um bilhete que nos permite circular pela costa Sueca e Dinamarquesa, levei a minha princesa a conhecer as cidades de Landskrona, Helsingborg e Helsingør num dia, e no outro à capital... Copenhaga!


Que dizer de Landskrona?

Uma pequena cidade sueca à beira mar plantada, repleta daquilo a que eu chamaria de "casas de praia", com os seus belos jardins normalmente muito arranjadinhos e floridos. E onde os autocarros urbanos bem que podiam ser chamados de eléctricos... Agradável, sem dúvida! É ainda possível apanhar um barco que nos leva à ilha de Ven, "perdida" entre a Suécia e a Dinamarca.


A viagem prossegue e a próxima paragem é Helsingborg.

Bonita cidade Sueca e bastante industrial. Como não podia deixar de ser, os mercados de rua com frutas e legumes frescos desabrocham sempre que o sol o permite.







Até Helsingør, do outro lado do mar, vai um pulinho. Um pequena cidade que

mais parece uma aldeia de pescadores, com ruas estreitas e bem arrumadas, onde a população se junta ao redor de uma praça. A recepção aos suecos é feita por um belo castelo.




Um daqueles verdadeiros, com um fosso cheio de água! E o que vão os suecos tanto fazer à Dinamarca? Cervejola... que é bem mais barata (e melhor?!) que na Suécia.