quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Qu' é deles?

Que existe um ginásio na Faculdade de Medicina da Universidade de Lund já todos se devem ter apercebido. Que o ginásio é como que privado e reservado ao pessoal dessa mesma faculdade (funcionários e investigadores) também já se devem ter apercebido. E que para aceder a esse mesmo ginásio é necessária a utilização de um cartão magnético com código secreto, por ventura também se terão apercebido. Então, porque razão a uma hora tardia para os suecos (18h), quando já praticamente ninguém se encontra no edifício, os meninos e graúdos não deixam o saquinho com a toalha e o champô no balneário? Nada disso... 5 marmanjos (estudantes e Professores, todos eles suecos) no ginásio e todos eles a levarem o seu saquinho para dentro do ginásio, para porem ao cantinho, não vá alguém mexer nas cuecas sujas...

Oh meus caros amigos suecos... Nem eu que já fui assaltado num ginásio onde supostamente só vai gente "fina" faço essas palhaçadas. Um balneário é tradicionalmente um local onde os desportistas trocam de roupa e se equipam para praticar desporto, e ao qual regressam para tomar o seu banhinho e tornarem a vestir as roupas diárias. Perceberam agora? No ginásio faz-se desporto! Não há lugar para guardar sacos de ginástica...

Onde andam os bravos Vikings de outros tempos?

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Só faltam as andorinhas

Os nativos queixam-se de que o ano de 2007 não foi contemplado pelo Verão. Muita chuva durante os médios meses do ano, onde nem um aumento de temperatura de fez sentir.
Mas este ano de 2008 parece querer ser diferente. Para além dos escassos dois dias de neve presenciados no início deste ano, nunca mais se viu tal maravilha da natureza por estas paragens.


Embora com temperaturas médias a rondar os 0ºC a 5ºC (suficientemente fresco para estas costelas alentejanas), as primeiras flores começam a querer brotar do solo húmido, à medida que em alguns arbustos citadinos novos rebentos espreitam o raiar do sol de inverno e se revigoram alegres nos ramos.

Não é necessário vermos reportagens sobre o degelo dos icebergues... sobre as neves perpétuas que deixaram de o ser... sobre a quantidade de terra engolida pelo mar nas últimas décadas... ou sobre o aumento da temperatura média do ar. Todos nós temos sentido na pele as alterações climáticas que nos assombram o dia de amanhã. Onde estão as estações intercalares com manhãs frescas e tardes quentes, em que era suficiente usar uma blusinha de algodão, ou uma T-shirt e um blusão de ganga? Quem nunca apanhou uma boa constipação em alturas primaverais? E hoje... não sentimos a falta delas? Eu sinto, agora que só temos Verão e Inverno, e mesmo assim em alturas inconstantes!

Se é da Vera, ou não, isso não sei. Mas quero acreditar que estas flores que vejo hoje, e todo o verde que está para vir alegrar os campos, seja ao menos a prima de alguém... Talvez venham andorinhas com boas novas...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ir às compras

Tenho me esquecido de contar esta modernice nos supermercados suecos. Talvez também haja em Portugal, mas cheira-me que não.
À entrada dos supermercados existem uns pequenos aparelhos electrónicos tal como os existentes em algumas pequenas superfícies comerciais portuguesas, de leitura de códigos de barra. O cliente activa e retira um desses aparelhos à entrada e, à medida que escolhe os seus produtos no interior da loja, lê o código de barras de cada um deles e coloca-o dentro do saco das compras. No final, existe uma caixa propositada para estes aparelhos, que simplesmente lê o aparelho com todos os produtos lá registados, e o cliente somente tem de pagar e ir para casa de compras na mão.

Simples, rápido e... eficaz! Sim, eficaz! Tenho as minhas (grandes) dúvidas que tal processo alguma vez chegue ao nosso território Português. Nós não sabemos ser civilizados ao ponto de procedermos correctamente com este método de compras. Das duas uma: ou os ricaços nos faziam pagar mais uns trocos por usarmos estes aparelhos, ou, como é típico dos "tugas", colocariam nos sacos das compras o dobro dos produtos daqueles efectivamente registados no aparelho.

Podemos ser muito bons a receber os estrangeiros, a fazermos de tudo para que a nossa imagem seja a melhor lá por fora... Mas no que toca a relações entre nós, somos muito mauzinhos! Onde está a confiança que depositamos em terceiros para que um método destes alguma vez vigore em Portugal? A minha opinião... Nunca!